Prazer, meu nome é Lenize, sou uma pobre mortal, mãe de menina, que gostaria de se vestir "tal mãe tal filha" todos os dias mas não pode! rs
Tá, mas como diz o ditado, quem não tem cão caça com gato, então eu vou dar umas diquinhas do que eu faço para estarmos sempre combinadinhas pelo menos! 
Se preparem para uma boa dose de fofura com esses lookinhos lindos e com a mini miss simpatia! ;D

Hadassa tinha 3 meses nessa foto! Usei camisa jeans com saia estampada e coloquei nela um macacão estampado de azul que super combinou com o jeans!

Hadassa com 6 meses! Fomos à um casamento e nós duas usamos cores claras!


Prontas para uma festa infantil! Tinha lilás na minha roupa e na roupinha dela também!


Trabalhadas na meiguice de branco e rosa!


Mãe e filha de vestido floral com rosa e roxo!

Quando não tenho uma roupa da mesma cor que a dela, tento pelo menos usar uma mesma peça! Se ela tá de vestido, eu uso um vestido também! Se é blusa e saia, idem e por aí vai! Nesse dia estávamos ambas usando Melissa e vestidinho!

Mamãe de jeans e Hadassa com detalhes em azul!

Vermelhonas! Amooo quando eu pego ela no colo e ela encosta o rostinho em mim! rs


Mamãe e bebê de vestido azul e detalhes claros!

Nosso primeiro dia das mães juntas! Usamos rosa, nossa cor favorita! ;D


Tá ou não tá a coisa mais linda do mundo de vermelho e oncinha? Não posso com tanta fofurice! 9º mesversário!

E aí, o que acharam? Tem mais mamães por aí que curtem se vestir igual? Como vocês fazem para andar na moda tal mãe tal filha(o) sem gastar muito?

ps1: Hadassa já está com 1 ano e 1 mês! Preparei esse post há alguns meses mas só agora consegui publicar!
ps2: Pretendo voltar aos poucos com o blog, com assuntos que incluam moda evangélica (que sempre foi o foco principal) mas claro que vai ter muita coisa sobre maternidade também! Sem promessas ou cobranças, quero deixar tudo fluir naturalmente! 

O primeiro post de 2016 vai ser especialmente para as que me pediram mais detalhes sobre a experiência de parir em casa! Lá vai! Senta que lá vem história:

O antes:

Sempre fui a favor do parto normal, porém tenho pavor de hospital! Depois que descobri que estava gestante, meu maior medo desde o começo era em relação ao parto! Comecei a ler e pesquisar bastante e tive certeza que o parto natural era o que eu queria pra mim! Porém não havia meios de conseguir, uma vez que o hospital da minha cidade não tem estrutura nem obstetras humanizados! Tentei pelo convênio pedir encaminhamento para uma cidade vizinha mas não foi autorizado! Eles alegaram que oferecem estrutura suficiente no hospital daqui (só que não)! Quando eu já estava perdendo a esperança, uma amiga minha que é fisioterapeuta me falou de uma amiga dela que teve um parto humanizado há alguns anos! Me passou o contato, e descobri que ela havia tido a sorte de pegar a época de um obstetra incrível, que infelizmente, por política, foi obrigado a sair da cidade! Mas, descobri que não é só médico que pode fazer parto, enfermeira obstétrica também pode! E consegui o contato da enfermeira que realizava os partos junto com aquele médico! E claro, foi a minha luz no fim do túnel! Me preparei a gestação inteira, fiz pilates, me mantive ativa, caminhando, trabalhando, melhorei bastante minha alimentação e trabalhei meu psicológico para dar a luz em casa, no conforto do meu lar! O único problema é que tive que fazer tudo escondido de tudo e de todos, pois ninguém na família iria aceitar! Só eu, meu esposo, minha irmã e meu cunhado que guardamos esse segredo a gestação inteira! Ah e também sempre que alguém perguntava que parto eu ia querer, eu falava que ainda não sabia, pois poucas vezes que caí na besteira de falar que queria normal, fui criticada aos montes! Então achei melhor não ficar me desgastando por besteira! Chegaram até a zombar da minha cara dizendo que a hora que eu começasse a sentir as dores do parto, eu iria implorar por uma cesárea, vê se eu mereço??? 

As dificuldades e o medo de não dar certo:

Como foi tudo escondido, o obstetra estava querendo marcar cesárea mas "me respeitou" quando viu que eu queria normal! Porém, ele ADULTEROU minha contagem de semanas no cartãozinho do pré-natal! Quando ele percebeu que eu queria normal (como ele é cesarista), mudou de 30 pra 32 semanas! Ou seja, eu estava de 39 semanas, mas pra ele já era 41! Pra ele poder me enganar e dizer que ela não tava dando sinais de nascer e teria que fazer cesárea! Na penúltima consulta ele disse que esperaria mais uma semana, se ela não desse sinais de querer nascer, seria preciso induzir! Na última consulta ele queria que eu tomasse uma decisão pois a partir dali ele teria que me ver de 2 em 2 dias, mas bati o pé e falei que pelo ultrassom ainda dava pra esperar! Ele aceitou! Detalhe que a consulta foi na sexta e ela nasceu na segunda!
Um detalhe: No oitavo mês de gestação eu tive que ir numa consulta com uma anestesista! Meu esposo comentou que eu queria parto normal pq eu tinha medo de cesárea! E pasmem, ela queria de todo jeito me fazer entender que a cesárea era o melhor pq eu não sentiria dor, pq no parto normal a anestesia só poderia ser feita depois de tantos cm de dilatação, e começou a falar dos partos "natureba", que hj em dia nós, mulheres da cidade não aguentamos esse tipo de parto, isso é coisa de índio (!!!!), e que uma mulher com o meu porte físico (magrinha e miudinha) não aguentaria! Pois bem, tenho ctz que ela ficou sabendo do meu parto e fico aqui só imaginando a reação dela! Hahaha
Fico besta com essa cultura que não admite que a mulher sinta dor na hora de parir, que acha ultrapassado o parto natural! Respeito as mulheres que tem medo e sabem que não aguentariam, cada uma sabe o que é melhor pra si! Só ficava revoltada quando tentavam me convencer de que a cesariana seria o melhor pra mim também! Se minha gestação era de baixo risco, a Hadassa estava super bem, em posição cefálica e encaixadinha, eu não tive sequer um mal estar durante a gestação inteira, por que não poderia fazer o parto em casa??

O parto:

Domingo à noite (06/09) fomos à igreja e eu estava com bastante contrações, a ponto de sentir um pequeno desconforto! Ainda não tinha dores, eram só as contrações que estavam frequentes e intensas, de deixar a barriga bem dura mesmo! (As dores foram um dilema durante a gestação! Eu vivia preoupada por não sentir dor, com medo que não tivesse dilatação, que não daria certo, sem falar na pressão da família e do médico pra fazer logo uma cesárea!)
3h da madrugada do dia 07/09 finalmente começaram as dores! As contrações vinham acompanhadas de uma pequena cólica que começou a me incomodar a ponto de não conseguir dormir! Quando amanheceu o feriado, tomei um banho quente e depois liguei para a enfermeira pra avisar que a Hadassa estava dando os primeiros sinais, mas falei pra ficar tranquila pois achei que ainda iria demorar! Na hora do almoço, meu esposo trouxe marmitex pra mim, comi e depois me ajoelhei no chão, apoiada na bola de pilates, enquanto ele massageava minha lombar! E de repente, era meio dia e meia mais ou menos, ploft, rompeu minha bolsa! Eu não sabia se ria ou se chorava por tudo estar dando tão certo! Ligamos para as enfermeiras, meu esposo ainda teve que voltar a trabalhar, pois ele é enfermeiro e se falasse no hospital que eu estava com a bolsa rota iriam perguntar porque ele não me levou para a maternidade! rs
Tudo evoluiu muito rápido! Assim que a bolsa estourou, as contrações e as dores aumentaram de intensidade! As 14h mais ou menos eu estava com 3 dedos de dilatação! Umas 17h já estava de 7 pra 8 dedos! As enfermeiras ligaram pro meu esposo e ele veio correndo pra casa! Me apoiei nele dentro do chuveiro e perdi a noção do tempo! A dor já era muito intensa e eu sentia vontade involuntária de fazer força! Não havia posição confortável mais! Senti a cabecinha da minha bebê chegando perto e nem acreditava que eu estava parindo! Hadassa nasceu às 18:15h do dia 7 de Setembro dentro do box do banheiro! Hahaha Nasceu linda, maravilhosa com 3,200kg e 46 cm!
Fiquei quase o dia inteiro debaixo do chuveiro quente, e foi o que ajudou na dilatação, e também foi o lugar mais confortável ou menos desconfortável que encontrei! Papai que a amparou e cortou o cordão umbilical, tudo com a ajuda das enfermeiras!
Quando tudo terminou, meu esposo ligou para nossos pais para avisar que a Hadassa tinha nascido, para que eles viessem nos visitar! Minha mãe mora há 400 metros da minha casa e quase me matou quando chegou! hahaha Eu havia combinado de passar o feriado com eles, mas tive que inventar uma desculpa esfarrapada para não ir à casa dela e para que ela não passasse nem perto da minha casa! Mas no fim deu tudo certo e todos ficaram felizes! E ainda rendeu uma boa história pra gente contar!

O pós-parto:

Acho que devido ao meu parto ter evoluído super rápido, eu fiquei muito, mas muuuuito cansada depois! Não cheguei a gritar, mas nas últimas contrações e na hora da expulsão confesso que meus gemidos foram mais altos do que eu imaginei que seria! rs e por isso acabei ficando rouca e acho que por não ter treinado melhor minha respiração (apesar de que na hora H não adianta ter todo treino do mundo, as coisas acabam fugindo do nosso controle) acabei ficando com muita dor no peito, tipo de falta de ar mesmo! Mas no outro dia eu já estava beeem melhor! 
Porém, por pressão da família, no dia seguinte ao parto, eu passei no obstetra (aquele mesmo que adulterou minha contagem de semanas)! Levei uma bronca e tive que aguentar cara feia, porque ele não ficou nenhum pouco contente em ter sido enganado, até porque eles é que estão acostumados a enganar os outros! Segundo ele, parto domiciliar não é aprovado pelo conselho de medicina! E não é mesmo, afinal são todos mercenários! Porém, não existe nenhuma lei que impeça a mulher de escolher o tipo de parto muito menos o lugar onde ela quer parir! Enfim, ele me examinou e pediu um ultrassom pélvico, porque, segundo ele, o útero ainda estava muito grande! (Eu havia acabado de parir, era óbvio que meu útero estaria grande) Achei meio estranho porque que eu saiba ninguém faz ultrassom pós-parto no hospital, mas ok, fui fazer! Não tinha horário disponível na clínica que eu fiz os ultrassons do pré-natal então tive que ir pra outra  clínica! Chegando lá no segundo dia do pós-parto, entrei na sala sozinha porque meu esposo ficou na sala de espera com a Hadassa! O médico perguntou pq eu estava ali e eu falei que tive um parto domiciliar e o obstetra queria saber como estava meu útero! Aquele infeliz, estúpido e idiota viu meu útero e falou em tom de zombaria: "é, tem resto placentário, vai ter que fazer curetagem! Mas pra quem fez um parto em casa, não é nada né?" E saiu sem que eu tivesse tempo de digerir aquilo pra dar uma resposta! Ligamos pra enfermeira que fez o parto e ela garantiu que a placenta havia saído inteira, e claro que eu acreditada nela, que além de ter 20 anos de experiência, ainda é uma pessoa incrível que ama o que faz!
O que fizemos? Guardamos aquele ultra e fomos fazer outro, mas dessa vez fomos pra outra cidade fazer! Meu esposo tem uma amiga que trabalha na Unimed dessa cidade e ela conseguiu marcar pra gente uma semana depois! Chegando lá precisávamos de uma carta de um médico pedindo pra fazer aquele ultra! Não tínhamos, é claro! Pensei que não iria conseguir fazer, mesmo pagando particular precisava dessa bendita carta! Essa amiga do meu esposo arrumou uma carta com uma médica que estava de plantão, fizemos o ultra e não deu nada, nadinha, absolutamente nada!
Detalhe que dois dias antes eu soltei dois coágulos enormes! Ou seja, os restos placentários que aquele burro viu, eram na verdade coágulos, que saem sozinhos, sem precisar de curetagem!
Aí fico me perguntando até agora se o obstetra não fez tudo de caso pensado pra depois poder sair falando mal, que eu fiz o parto em casa mas deu errado e ele teve que consertar! Mas graças a Deus deu tudo certo!

A amamentação:

Infelizmente, por causa da história que eu contei no post anterior, meu leite demorou 9 dias pra descer! 
E mesmo quando desceu, não cresceu meu peito, não vazava, parecia que estava num conta-gotas! Hadassa passava até duas horas mamando, dormia, eu tirava do peito e ela já tava chorando de fome de novo, sugando a mão num desespero só! Teve um dia que ela chegou a ficar 7 horas seguidas mamando! Tirava do peito ela gritava desesperada, colocava no peito ela dormia! E detalhe que eu cutucava o pezinho, a orelha, mexia nela pra não dormir, mas nada adiantava! Cheguei a mandar msg pra pediatra com 15 dias e ela me mandou tomar plasil e pediu pra eu insistir! Mas de nada adiantou! Hadassa não dormia, era dia e noite gritando de fome! O máximo que ela dormia era 3h por dia! Num dia inteiro, um recém-nascido dormir apenas 3h, não era normal! Fui até o meu limite e com 28 dias mandei msg de novo, dessa vez ela mandou complementar com 30ml de Aptamil! Dei os 30ml, Hadassa mamou, continuou chorando, mamou o peito e dormiu por 5h seguidas! Isso porque tivemos que acorda-lá pra mamar! Fiquei feliz pois achei que ela iria mamar a mamadeira e continuar no peito, recebendo os nutrientes que ela precisava! Mas minha felicidade durou umas 2 semanas só! Logo, o peito que já não tinha muito leite começou a secar ainda mais e ela começou a "brigar" com o peito! Era só colocar no peito que ela se contorcia e chorava! Claro, né? Depois da facilidade da mamadeira, pra que ela iria fazer força pra sugar um seio que já quase não tinha nada? Me frustrei, chorei, me senti uma inútil! Imagina só? Eu, euzinha, que tive um parto natural, que iria ajudar meu corpo a produzir leite, já que o cérebro estava se preparando e tudo o mais, não conseguir amamentar? Eu que achava que a amamentação era um processo natural, que era simples, fácil e lindo! Mas depois de alguns meses eu superei e percebi que na maternidade, infelizmente as coisas fogem do nosso controle e nem tudo é perfeito como a gente imagina, e quase nada é como a gente quer! Continuo amando minha bebê com a mesma intensidade que a amaria se estivesse amamentando!  E tenho certeza que ela continua me amando do mesmo jeito simples, puro e inocente! Nossos laços não estão menos fortalecidos, pois nosso contato vai muito além da amamentação, é amor puro, amor além da vida! 

Ps: antes que as defensoras da amamentação venham me criticar dizendo que eu não tive ajuda suficiente pra insistir, saibam que eu tentei de tudo, pediatra, banco de leite, fui até onde minhas forças aguentaram! Mas depois da minha experiência, eu acredito sim que existe leite fraco, pouco leite, leite que não sustenta, enfim...apesar de afirmarem com toda certeza que isso não existe! Bom, fica aqui minha experiência! Admiro e chego até a sentir uma pontinha de inveja de quem consegue amamentar, mas eu infelizmente não consegui! Mas como disse uma repórter, o mesmo amor que bate no peito também bate na mamadeira! ;)

Deixo vocês com uma foto nossa minutos depois do nascimento, e uma foto da minha baby delícia! 



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Era uma vez um casal que estava tentando engravidar! Chegaram até a fazer tratamento, mas um ano e meio depois já estavam bem desanimados! Começaram a reforma da casa, ela começou a trabalhar, se distraíram com diversas coisas, inclusive se encheram de dívidas dos prejuízos da reforma que não estavam nos planos! Aí quando eles menos imaginavam, Deus resolveu presenteá-los com um "pacotinho" de amor! Foi um misto de felicidade e medo, alegrias e incertezas! E ela, como sempre dizia que ainda o faria chorar, não podia simplesmente chegar e dar a notícia, assim, sem graça! 


Bem, essa é uma história muito resumida do que passamos para chegar até aqui, no dia 14 de Janeiro de 2015, o dia que mudou completamente nossas vidas!

Sei que demorei horrores pra editar o vídeo, mas o importante é que ele saiu antes da nossa neném nascer! :D




"Filho é um ser que nos emprestam para um curso intensivo de como amar alguém mais que a nós mesmos e de como mudar nossos piores defeitos para dar os melhores exemplos!" 

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